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martes, 10 de mayo de 2016

La I Mostra de Cinema UCM se realizará en la Universidad Complutense de Madrid



                                                                                               Diseño: Amable González
La MOSTRA DE CINEMA UCM está organizada por el Minor de Portugúes del área de Filología Gallega y Portuguesa de la Facultad de Filología de la Universidad Complutense de Madrid, dentro del proyecto Cultura de los países de lengua portuguesa.Tiene como objetivo dar inicio a un ciclo de cine relacionado con las culturas lusófonas, de periodicidad anual, que recoja trabajos cinematográficos en varios formatos y con distintos perfiles temáticos de interés sociocultural.
Para su inauguración, la temática de este año se circunscribirá a las Literaturas lusófonas na cinematografia. Se presentarán tres películas: Dona Flor e seus dois maridos (1976),del director brasileño Bruno Barreto, adaptación de la novela homónima publicada en 1966, por el escritor brasileño Jorge Amado; Singularidades de uma rapariga loura(2009), del director portugués Manoel de Oliveira, adaptación del cuento con el mismo título, del escritor portugués José Maria Eça de Queirós, publicado por primera vez en 1874; y Ensaio sobre a cegueira (2008), del director brasileño Fernando Meirelles, en una coproducción entre Brasil-Japón-Canadá, y que está basada en la obra homónima, publicada en 1995, del escritor portugués, Premio Nobel, José Saramago.
                                                                                                 Diseño: Amable González
Se explorarán las relaciones entre cine y literatura con tres películas de gran calidad, adaptaciones todas de obras de tres autores destacados de las literaturas lusófonas. Para presentarlas, se cuenta con especialistas que tratarán temas diversos relacionados con las respectivas obras literarias y harán una breve introducción de las películas.
El día de la inauguración, miércoles 11 de mayo a las 17h., habrá un concierto a cargo del músico brasileño David Tavares que tocará temas de su último disco, el 5º de su carrera, titulado Ni tan Rey, ni tan ratón. Un privilegio que no nos podemos perder.
Días 11, 12 y 13 de mayo 2016
Lugar: Salón de Actos. Edificio D.
Facultad de Filología. Universidad Complutense de Madrid
Fuente: https://mostracinemaucm.wordpress.com

martes, 27 de enero de 2009

La película hispano-brasileña “Carmo” , llega al Festival de Sundance

Sundance vivió ayer el estreno de la producción hispano-brasileña “Carmo”, protagonizada por el español Fele Martínez y la brasileña Mariana Loureiro, y considereda por los programadores del certamen como la “Slumdog Millionaire” de este Festival de Cine Independiente.

La cinta, mezcla de comedia romántica con tintes dramáticos al estilo de “U-Turn”, de Oliver Stone (1997), narra una peculiar historia de amor entre un paralítico en silla de ruedas y una joven a través de los paisajes de Brasil, Paraguay y Bolivia.

Martínez ha mostrado su felicidad por ir a Sundance con esta coproducción una hispano brasileña, dirigida por el debutante Murilo Pasta.

'Carmo', rodada en español y portugués, es una persecución en coche fuera de la ley, por el tórrido paisaje de la frontera de Brasil con Bolivia, Paraguay y Argentina, por una de las carreteras más peligrosas de Sudamérica. Los dos protagonistas, Marco (Martínez), un delincuente que va en silla de ruedas, y Carmo (Mariana Loureiro), vivirán una historia de amor.

sábado, 24 de enero de 2009

Ensinar através da arte... "Fados" de Carlos Saura

Saiu há menos de um mês a edição em DVD do filme “Fados” do espanhol Carlos Saura. Edição essa que é um autêntico luxo, com extras e com um livro de imagens que ficaram para a posteridade aquando da realização do mesmo. 

Pessoalmente, creio que estamos perante uma obra notável, de acordo com uma óptica lúcida, à parte de polémicas “fadistas” (quer da sua história ou do seu conservadorismo estético), de alguém que leva o fado nas veias sem ter nascido em território lusófono. Devo mesmo dizer que tem imagens tão impactantes como a própria música que dá título à obra de Saura. Mas, apesar de ter como consultores nomes tão notáveis da música portuguesa e da musicologia lusa, como Carlos do Carmo e Rui Vieira Nery, respectivamente, peca por não aludir a um fado também marcante, menos rústico, mais romantizado, mais dos exteriores e das serenatas, forte em emoções e digno de criticar o seu “sexismo” (a tradição diz que só pode ser cantado por homens), isto é, o fado de Coimbra. 

Já que se trata de uma obra arrojada, livre e imbuída de influências e experiências, e, uma vez que Mariza já se atreveu a desafiar o instituído, cantando, desafiando a tradição imutável, um fado à moda da cidade à beira do Mondego. 

Longe de ser uma crítica, dado que poucos se atrevem a abordar o fado como algo para além do que os anos (desde o século XIX, passando pelo fascismo, revolução de Abril até hoje) e a sociedade vem instituindo como canção nacional, vejo mais mérito que demérito por parte de Saura que, uma vez mais, provou ser um excelente cineasta a quem temas polémicos não põem medo.

Enquanto obra para utilizar no contexto das aulas de língua e cultura portuguesa (que talvez um dia se chamará lusófona) é uma excelente oportunidade para ensinar através da arte, ao som de notas musicais e de passos de dança moderna e experimental, tudo isto com uma fotografia original, intimista, forte em expressões e ideias. 

Já o pude comprovar, utilizando-o num contexto de aulas em “Bachillerato”, mesmo que não seja do agrado de todos, a música tende a exprimir-se de uma forma universal, a atingir até o ser mais insensível, algo que, apesar de nunca ter acreditado que sim, o fado faz. Como me habituei a pensar, algo fica, por pouco que seja… ou muito... quem sabe?Luís Leal Pinto