domingo, 6 de julio de 2008

PROGRAMA ESPECIAL "DJAVAN" EN LUSOFONIAS


DJAVAN PRESENTA “MATIZES” EN LOS VERANOS DE LA VILLA

DJAVAN PRESENTA “MATIZES” EN LOS VERANOS DE LA VILLA

Con lo mejor de su fructífera trayectoria y su nueva producción musical “Matizes”, este fiel exponente de la música popular brasileña cautivará a sus fans en esperada visita.
Djavan viene a Madrid y dentro de los Veranos de la Villa, presentará su nuevo álbum “Matizes”, el próximo 8 de julio, en el Patio Central del Conde Duque.
Con 12 temas propios, que van desde la samba al blues, de la balada al bolero, con bossa nova de protesta a canciones típicas.
Además de los temas clásicos “Oceano”, Flor de Lis” o “Eu te devoro”, están incluidos 12 temas nuevos, entre ellos los nuevos éxitos “ Pedra” y “Delírio dos mortais”.
Lo mismo que las flores, los poetas no escogen lugar o clase social para florecer.
Nacido en el seno de una familia pobre el 27 de Enero de 1949 en Maceió en el Estado de Alagoas de Brasil, pudo haber sido un gran jugador de fútbol, pero abandonó el medio campo del CSA, equipo de Maceió, para dedicarse a la música, ésta cambió su destino y de una flor-de-lis brotó una carrera que ya dura más de 30 primaveras. Si el fútbol perdió a un potencial buen jugador, la música ganó un genial compositor.

Como músicos de apoyo, Djavan cuenta con la misma banda que le acompaña desde hace 10 años. En ella están dos de sus hijos: Max (guitarra) y João Viana (batería).

Su música es fiel a su personalísimo estilo, combina toda su esencia musical, como si mezclase los colores al pintar un cuadro.

Pedra (Djavan)

Sede de amor
Febre de anseio
Quase a escuridão
Você partiu, me reduziu,
Amor, me perco em lágrimas
Não mais a vi, desde abril, fui pro mar
E você lá deitada na pedra
Que inveja dessa pedra
O que ficou, eu compreendi,
Face àquela visão
O que era amor inda me diz:
Pena que tudo acabe...
Um lance novo me despertou
Desde já, só quero estar
Com quem me serve
E, de resto, serei breve!
Nada fica em pé
Pra quem se quebra numa paixão
O mundo é vão
E tudo é só um oco absurdo
Não mais me vejo assim
Tô a pé, mas chego onde vou
Revê-la só foi ruim
Porque nada me causou
Doeu, me ressenti
Quando você me desprezou
Mas hoje estou aqui:
Algo como uma flor na pedra
Preste a nacer

lunes, 23 de junio de 2008

Djavan, Toquinho y María Creuza en los Los Veranos de la Villa


Djavan presentará en Madrid el 8 de Julio, su nuevo disco "Matizes" en un concierto que dará en el Patio Central del Conde Duque, dentro de la programación de Los Veranos de la Villa de Madrid.

"Matizes" es un disco repleto de temas al más puro estilo Djavan, con canciones de samba, blues, balada, pop, funk y jazz.

Cocinado a fuego lento en el estudio profesional que el compositor, guitarrista y cantante tiene en su casa, nos llenará de variadas y exquisitas sensaciones musicales, todo una placer para los sentidos.

Un artista completo, un concierto único y una cita ineludible.


Toquinho y Maria Creuza, darán un concierto-gira "Homenaje a Vinicius de Moraes y La Fusa", el próximo 20 de Julio en el Conde Duque.

"Una oportunidad única para revivir los versos del inmortal poeta a través de la interpretación

de estos dos gigantes de la Bossa Nova".

Fué en 1970, en la ciudad de Buenos Aires, cuando se reunieron en un local llamado "La Fusa",

Toquinho, Maria y Vinicius, dando a luz un disco historico que lleva el mismo nombre.

De ese parto maravilloso, salieron temas como "Garota de Ipanema", "A felicidade", "Que maravilha" y Minha namorada", entre otras celebres canciones que quedaron grabadas tanto en la memoria del público argentino como del resto del mundo.


Lusofonias se une a las celebraciones que se vienen celebrando con motivo del los 50 años del nacimiento de la Bossa Nova, emitiendo un monográfico que durará varios programas dedicado a

este estilo musical que dió a conocer en todo el mundo la música brasileña.


sábado, 21 de junio de 2008

Concierto de Chico Cesar en Madrid.Entrevista para Lusofonías



Noche mágica la del concierto de Chico, si en el escenario se vuelve grande, en persona lo es aún más.

Para muestra un botón. Trás el concierto, concedió a "Lusofonias" y a Reginaldo de "Movida brasileña.com" una entrevista que no estaba programada, lo cual muestra su calidad humana.

El podcast de la entrevista y del programa está disponible y lo podeis oir o bajar del blog.

Para conocer a Chico Cesar, nada mejor que escuchar sus canciones o leer lo que ha escrito de si mismo

"De onde venho há silêncio. pra preencher esse tipo de abismo os homens abóiam e as mulheres cantam benditos. às vezes é o contrário. por artes de diversão os adultos também atracam-se em noites de forró ou podem passar horas em torno de dois violeiros a fazer repentes. e as crianças brincam de roda, caí-no-poço, anel. mas também pode ser tudo misturado, gente grande e pequena sem diferença. e todos vêem televisão: jogo de bola, novela, programa de calouro. e ouvem rádio, em alto volume.

havia mais silêncio quando minha mãe, dona etelvina, me deu à luz. era 26 de janeiro de 1964, aí pelas cinco e meia da tarde. aquário ascendente gêmeos. para quebrar o silêncio, os trovões de uma tempestade janeira. dizem que eu respirava com dificuldade, chorava com facilidade. herdei o primeiro nome do meu pai e do santo com que minha mãe se pegava em tudo e por tudo: francisco. meu único irmão homem cismou que seria bom eu ter um nome de rei. daí o césar. minhas cinco irmãs não foram consultadas e eu fiquei sendo francisco césar filho até os sete ou oito anos. depois, francisco césar gonçalves. no rancho do povo, numa casa de beira de estrada sem asfalto, a quatro quilômetros de catolé do rocha, era onde vivíamos. aí tive minha infância de caçula.

a televisão só chegaria em catolé do rocha na copa de 70 para que os sertanejos paraibanos se aboletassem na praça boquiabertos como o resto do mundo vendo pelé, gérson, tostão, jairzinho, rivelino. um ano antes conheci o gelo, numa festa para comemorar a saída de meu irmão da cadeia. ele havia sido preso com outros estudantes por subversão.

cedo fui pra escola já sabendo soletrar e até ler um pouco. uma escola rural com o aperto de mão da aliança para o progresso na parede. depois o rigor do colégio das freiras franciscanas alemãs, onde minha tia maria lavava roupa e conseguiu uma bolsa de estudos pra mim e algumas das minhas irmãs. pelo meio, um pouco no colégio dos padres capuchinhos. mais colégio das freiras, colégio estadual, terceiro científico no colégio tambiá de joão pessoa e por fim o curso de comunicação na universidade federal da paraíba.

menino ainda, com oito anos de idade, fui trabalhar no lunik. loja de discos, de livros e também um foto. por essa época as freiras bombardearam catolé com flautas doces. por todos os lugares, debaixo dos pés de algaroba, das cajaraneiras e mangueiras, nas praças e nos campinhos de futebol tinha um menino ou menina, pobre ou remediado, fazendo "tuts". eu era um deles, e a música instalava-se irremediavelmente em mim.

primeiro vieram as "bandas cover", a partir dos dez anos, como super som mirim e the snakes, com instrumentos inventados por mim e meus amigos. depois, aos 14 anos, o grupo ferradura. com canções próprias, desbravamos festivais em souza, cajazeiras, patos, pombal (todas na paraíba). aos 16 anos, ao mudar para joão pessoa conheci os irmãos paulo ró e pedro osmar. eles formavam o grupo jaguaribe carne, voltado para experimentação de linguagens, e me adotaram. mostraram-me música aleatória, poesia concreta, cinema novo, mao tsé tung, poesia pornô, música do mundo, dodecafonismo. pra quem vinha do sertão mal conhecendo joão cabral, era uma farra. o grupo existe até hoje e é uma referência muito forte na minha vida.

em fins de 1984 deixei joão pessoa com destino a são paulo. antes passei por ouro preto (MG), barra mansa (RJ) e um pouquinho no rio de janeiro. em maio de 85 cá estava eu, em sampa. nordestino demais para tocar nos espaços modernetes da cidade e com uma música muito esquisita para tocar nas casas de forró. continuei a trabalhar como jornalista. fui revisor, copidesque, repórter e preparador de textos. fazia pequenos shows em bares e teatros alternativos.

numa viagem para a alemanha, a convite da sociedade cultural brasil-alemanha para fazer algumas apresentações, quase fico por lá. mas voltei, decidido a me dedicar enfim só a música. participei de alguns festivais, montei a câmara dos camaradas que depois virou cuscuz clã. em 1994 gravei o aos vivos aconselhado e co-produzido pelo engenheiro de som egídio conde. o disco só veio sair um ano depois pela gravadora velas. a extinta rádio musical começou a tocar "à primeira vista". comecei a lotar de estudantes o bambu brasil, também extinto. vieram os outros discos, a gravação de músicas minhas por diversas intérpretes importantes, as turnês pelo brasil, no japão e na europa.

e um pouco do resto da história estamos contando juntos. eu e você. agora."

Lusofonías: El mundo lusófono a tu alcance

Lusofonías es un programa bilingüe que comenzó su andadura en Julio de 2007, en Radio Enlace (107.5 FM de Madrid), con un contenido cultural y didáctico que da cobertura a los países lusófonos.
Nuestro “ABC do Português” es pionero en España, al ser el primer curso de lengua portuguesa que se emite por las ondas.
Cuenta con el apoyo de la Asociación de Profesores de Lengua Portuguesa en España (APLEPES), así como de diversas entidades brasileñas y portuguesas.
En la sección “Sintonia Cultural” ofrecemos entrevistas, monográficos, spoken word y reportajes sobre dichos países.
Todo lo que se puede ver, oír, leer, tocar o bailar semanalmente en Madrid, lo presenta nuestra “Agenda Semanal”.
Los podcast del programa están completos y disponibles, además hemos añadido por separado los del curso de portugués para facilitar la autonomía del mismo.

Lusofonias: O mundo lusófono ao seu alcance.

Lusofonias é um programa bilingüe que iniciou o seu caminho em julho de 2007, na Rádio Enlace (107.5 FM de Madrid), com um conteúdo cultural e didático que dá cobertura aos países lusófonos.
Nosso “ABC do Português” é pioneiro na Espanha, sendo o primeiro curso de língua portuguesa emitido pelas ondas.
O programa conta com o apoio da Associação de Professores de Língua Portuguesa na Espanha (APLEPES), bem como de diversas instituições brasileiras e portuguesas.
Na seção “Sintonia Cultural” oferecemos entrevistas, monográficos, spoken word e reportagens sobre os países lusófonos.
Tudo o que se pode ver, ouvir, ler, tocar ou dançar semanalmente em Madri é apresentado na nossa “Agenda Semanal”.
Os podcast do programa estão completos e disponíveis. Além disso, acrescentamos por separado os do curso de português para facilitar o seu acesso.